Archive for the ‘Literatura’ Category

A teoria da tosa de porcos

Monday, April 27th, 2009

Antes de mais nada gostaria de esclarecer que o título desse post é meramente uma metáfora. Ela se refere a certas situações no dia-a-dia onde uma ou mais pessoas afim de resolverem um problema criam mais problemas, ao invés de manter a simplicidade na solução do problema.

Vamos aos fatos:

Há um problema que deve ser resolvido, na maior parte das vezes simples, há também interessados em resolver este problema, e na maioria das vezes há alguém querendo complicar tudo, talvez achando que quanto mais complicada a solução maiores serão seus méritos, mas o que na verdade faz é gerar mais problemas.

Por que Tosa de Porco ?

Bom, essa expressão é um “ditado” lá do bom e velho Rio Grande do Sul, que diz que algo está como “tosa de porco: pouco pêlo e muito grito”, ou seja, se fala demais, é perdido muito tempo em algo que está óbvio, prática comum entre pessos de ego inflado ou que necessitam diariamente de doses de reconhecimento por parte de colegas de trabalho e seus “chefes”. Não que isso chegue a ser defeito em uma pessoa, pois todos nós somos humanos, mas por favor, precisa fazer reunião pra decidir até a quantidade de pó a ser colocado no café da equipe? (rsrs)

A solução

Sem tosar nenhum porquinho, vamos rapidamente a solução. Você tem um problema, precisa partir do ponto A até o ponto B, a boa e velha matemática nos ensina que a menor distância entre dois pontos é uma reta, pronto, sem rodeios ou voltas parta em linha reta a solução do problema, sem criar mais variáveis dentro do mesmo problema. Como já dizia a Navalha de Occam:

  • pluralitas non est ponenda sine neccesitate (pluralidades não devem ser postas sem necessidade) *
  • entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem (as entidades não devem ser multiplicadas além do necessário). Esta frase foi cunhada em 1639, por John Ponce de Cork. *

O blogdoxorna.com.br não tosou nenhum porquinho sequer ao postar esse artigo.

* Fonte: Wikipedia

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Põe na conta do Papa.

Wednesday, November 7th, 2007

Esse post tem a finalidade de traçar um paralelo entre o livro A Elite da Tropa e o filme Tropa de Elite, a diferença entre uma obra literária e um filme baseado nela é comum, pois o livro normalmente reflete a realidade, e como o filme tem que vender e conquistar espectadores e a crítica, ele acaba distorcendo a real história.

Bom, no livro não tem família, não se trata de um conto como o filme, trata-se da brutal realidade que não só a cidade do Rio de Janeiro vive, ele trata de maneira limpa e livre de censura a corrupção da polícia militar e civil, do jogo de interesses no governo do Rio de Janeiro, que usa o Bope como sua arma de repressão à violência, dos métodos usados pelo Bope em incursões na favela, se você gostou deles no filme, saiba que no livro isso está muito mais detalhado, e com um toque de realidade. O filme comparado ao livro, não passa de um mero romance policial onde o capitão Nascimento precisa escolher um substituto a sua altura, o livro é muito mais que isso, é um instigante depoimento de policias incorruptíveis, com um grande compromisso com a justiça.

Não se deixem levar pelo alto comando da Polícia do RJ e suas declarações onde chegam a chamar os autores de criminosos, o que eles querem mesmo é sufocar a realidade. Recomendo a leitura sem contra-indicações.

A Elite da Tropa
Autores: André Batista e Rodrigo Pimentel, em parceria com o antropólogo Luiz Eduardo Soares.
Onde Comprar: Uma pequena busca no google já resolve seu problema

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