Archive for the ‘ciência’ Category

Tecnologia e Software Livre na palma da mão =)

Monday, January 7th, 2008

Não faz muito tempo andávamos bem faceiros com nossos celulares TDMA, com uma tela LCD com texto puro que achávamos o máximo em tecnologia, com aquele toques toscos, e alguns não tinha nem suporte a SMS. Lembro do meu primeiro celular, a quase 7 anos atrás, um Motorola StarTAC, que coisa horrível, não mandava torpedos SMS, não tinha sinal digital e de quebra a bateria morria em 2 dias. Não demorou muito e passei ele a frente e peguei algo menos pior, o NOKIA 5120i, pelo menos ele mandava mensagem, e na mesma proporção que a tecnologia eu fui trocando de telefone.

Hoje me deparo com um cenário totalmente novo, celulares que batem foto, com sistemas operacionais avançados, com suíte de aplicativos para escritório, leitor de emails, browser e um infinidade de coisas. Como sempre estou buscando me atualizar em todos os ramos de tecnologia pertinentes ao meu dia-a-dia.

Eis que resolvi ler sobre o que assombra alguns e anima outros, smartphones e telefones celulares, tudo que há de novo e o que virá pela frente, cheguei a inevitável conclusão que esse ano e os próximos terá uma expansão inevitável nesse setor de tecnologia, no qual nós desenvolvedores devemos nos adaptar para podermos nos manter no negócio.

Para não alongar esse post só me detive nas tecnologias livres dentro dos smartphones e celulares. Para começar saibam que 14,3% dos smartphones do mundo rodam Linux, perdendo apenas para Symbian com 71,7 %, e seguido de Windows Mobile com 6,9%, BlackBerry com 4,7%, palm OS com 2,3% e por último “outros” com 0,1% do mercado. Apesar de ser um pouco recente o investimento em Linux para dispositivos móveis, empresas como a motorola, google (projeto Google phone), em contra partida empresas como a Nokia não vêem maturidade no sistema Operacional e adotam o Windows Mobile e o Symbiam na maioria de seus produtos. O interessante para desenvolvedores Python é a plataforma S60 da Nokia, que suporta aplicativos escritos em Python, que por sinal estão em grande avanço devido a pesquisas no INdT (Instituto Nokia de Tecnologia). E por final a minha dúvida, devo comprar um celular novo logo, mas não sei ainda com qual vou ficar, Black Berry, Motorola com Linux ou caio na farra com um walkman da sony-ericsson, mas uma coisa é certa, windows mobile JAMAIS!

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Bang!!! Uma estrela a menos

Tuesday, November 20th, 2007

Nesse post inusitado até agora, trataremos de um assunto muito interessante e pouco conhecido, as supernovas, estrelas que brilham durante bilhões de anos e em minutos entram e colapso e explodem, nos rementendo ao que se acredita ser o ínicio de tudo. Bem, você deve estar se perguntando: “por que esse maluco tá falando de estrela aqui???”. Tive uma imensa vontade de postar isso após ler alguns materiais do meu irmão, que estuda geografia e gosta muito desses assuntos, achei incrível e ao mesmo tempo pensei como eu tinha dormido tantas noites sem saber de tudo isso.

Indiferentemente de crenças e religiões, não estamos aqui para discutir quem criou o homem, a terra ou o universo, isso tudo são apenas hipóteses, cuja científica é que nos dá maior respaldo para crermos na sua veracidade. Bom, não vou alongar isso, vamos ao assunto.

Falamos de estrelas com massa dez vezes maiores do que nosso sol, relativamente grande, não? Elas travam uma luta ferrenha com a gravidade, pois devido a sua gigantesca massa, suas camadas são pressionadas contra o núcleo composto de hidrogênio, elemento que com a pressão exercida e o calor se funde dando origem ao hélio, gerando luz e calor, criando uma contra-pressão que consegue segurar a pressão exercidada sobre o núcleo, porém nesse processo o hidrogênio vai sendo consumido até que ele se extingue no núcleo. Neste momento o núcleo começa a receber cada vez mais pressão, e ele chega a atingir cem milhões de graus, fazendo com que o hélio funda-se originando o carbono, que segura a barra mais um pouco e evita um colapso estelar.

Se essa estrela for isolada e pequena (massa equivalente ao sol), ela seguirá sua vidinha consumindo todo seu hélio, envelhecendo e esfriando até que ela se torne uma anã branca (dimensões da terra aproximadamente), porém, se houver outra estrela ao seu alcance e ela conseguir atrair camadas de hidrogênio dessa outra estrela, e se essa quantidade for suficiente, isso será o combustível necessário para iniciar uma explosão termonuclear, ela se fragmentará e se tornará uma supernova do tipo 1a.

Porém, se a estrela tiver uma massa superior ou igual a oito vezes a massa do sol, bem amigos, ela não terá chance alguma contra a gravidade, além disso elas não explodem como nossa anã branca, ela sofre um colapso estelar catastrófico, mas não se assustem com o nome não, vamos ver o que é isso. Devido ao peso elevado de suas camadas externas sobre o núcleo, as fusões nucleares vão além do carbono. A estrela continua a transformar os núcleos atômicos mais leves em elementos cada vez mais pesados, com cada uma dessas reações nucleares se esgotando mais depressa que a anterior. A transformação do carbono em oxigênio leva 600 anos; do oxigênio em silício, seis meses; e do silício em ferro, um dia.

Com a criação do ferro, está selado o destino da estrela, ela se tornará uma supernova, por que ao contrário dos elementos mais leves, o ferro consome energia na sua fusão, ao invés de criá-la. Com isso o núcleo perde energia para manter a contra-pressão usada para suportar o peso das camadas externas. Deste modo o núcleo da estrela implode, nomalmente isso resulta em uma estrela de nêutrons, escória estelar tão densa que uma colher de chá de sua matéria pode pesar mais de um bilhão de toneladas. No caso de estrelas mais maciças, esse colapso origina uma estrutura devoradora de matéria conhecida como buraco negro.

Em outros posts pretendo escrever a respeito dos resultados das supernovas, e sobre os modelos usados pela ciência afim de chegar ao modelo ideal de uma supernova.

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